Na semana passada, me mudei e contratei uma empresa especializada, indicação de amigos. Apesar de não ter sido trágico, não dá para dizer que foi espetacular. Aí você pode pensar: “Mas mudança jamais vai ser espetacular, Felipe. Eles embalam, você reza para não quebrar nada no caminho e depois largam tudo na sala.”
Era assim mesmo, mas os tempos mudaram e as pessoas estão mais exigentes com todo e qualquer tipo de serviço que recebem ou produto que compram. Como disse Brian Halligan, um dos fundadores da Hubspot, as empresas de hoje não devem se preocupar em fazer um produto ou serviço 10x melhor, mas sim em oferecer uma experiência 10x mais leve.
Com isso em mente, resolvi me desafiar com a seguinte questão para elaborar este artigo: “Dá para desenhar uma experiência de mudança tão boa a ponto de a pessoa querer compartilhar o que vivenciou com seus amigos e familiares?”
A resposta mais óbvia e imediata é “Não, impossível”, mas, como Economista Comportamental e profissional de Marketing, achei que valeria a pena o exercício.
Pensando na “Experiência” como a soma das variáveis Rituais + Expectativa + Linguagem, este artigo é uma elucubração sobre como uma empresa de mudança, de qualquer porte, sem precisar investir grandes quantias de dinheiro, poderia fazer algo inovador.
Bora imaginar que essa empresa existe e que ela se chama “Soul”?